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       O tegumento é o maior órgão do corpo humano, formando de 15% a 20% da massa total. Além de ser o revestimento externo do corpo, ele constitui, junto com os seus anexos, o sistema tegumentar. A pele é formada por diversos tipos celulares, o que influencia nas diversas funções que esse órgão desempenha, por exemplo:

  • Atua como barreira contra agentes físicos, químicos e biológicos;

  • Participa da hemostasia regulando a perda de água e a temperatura corporal;

  • Envia informações sensitivas sobre o ambiente externo para o sistema nervoso;

  • Fornece informações imunológicas de antígenos através de células linfoides associadas a esse órgão;

  • Tem funções endócrinas por meio da secreção de hormônios, citocinas e fatores de crescimento, além de converter moléculas precursoras em moléculas hormonalmente ativas (vitaminas D3);

  • Participa da excreção de substâncias por meio da secreção exócrina das glândulas sudoríparas, sebáceas e apócrinas.

 Embora não seja uma função da pele propriamente dita, ela também participa no processo de absorção de substâncias lipossolúveis, o que é importante na absorção de substâncias/fármacos com essa propriedade.

     Ainda, a espessura da pele pode variar dependendo da região do corpo onde ela está localizada. Macro e microscopicamente, a pele pode ser subdividida em PELE FINA e PELE ESPESSA. A primeira é mais abundante no corpo humano sendo caracterizada pela presença de pelos e, como o próprio nome sugere, é menos espessa (cerca de 1mm) que a pele espessa. Já a segunda, está localizada nas palmas das mãos e plantas dos pés, já que esses locais estão sujeitos a maior grau de abrasão. Assim, o que a difere da pele fina é a sua espessura (cerca de 5mm) e a ausência de folículos pilosos.

      A pele é constituída de duas camadas principais, a epiderme, mais superficial, e a derme, profunda à primeira. Entretanto, uma terceira camada profunda à derme é conhecida, a hipoderme, conhecida também como tecido subcutâneo ou tela subcutânea ou ainda, fáscia subcutânea.

1. CAMADAS DA PELE
       1.1. Epiderme

       É a camada mais externa da pele e é formada por tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado.

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PELE FINA - 40x

pele fina pelo gl sebacea 40x.jpg
EPIDERME
DERME

PELE ESPESSA - 40x

pele grossa he 40x.jpg
EPIDERME
DERME

MODELO DE TEGUMENTO

Pele Fina

Pele Espessa

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EPIDERME
DERME
HIPODERME
DERME
HIPODERME
EPIDERME

       A epiderme pode ser dividida em quatro (pele fina) ou cinco camadas (pele espessa). Assim, iniciando da camada mais profunda são elas:1. Estrato basal; 2. Estrato espinhoso; 3. Estrato granuloso; 4. Estrato lúcido; 5. Estrato córneo.

PELE ESPESSA - 100x

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   1. ESTRATO BASAL: é a camada mais profunda da epiderme, formada por uma única camada de células em formato cuboide a colunar baixo e que estão em contato com a lâmina basal. Seus núcleos estão mais próximos uns dos outros e o citoplasma é basofílico, o que confere uma coloração mais arroxeada para essa camada quando a lâmina está corada em H&E. Por fim, essa camada também conhecida como estrato germinativo, pois contém as células-tronco que vão originar as principais células da epiderme (queratinócitos). Devido à constante renovação celular, o intenso processo de proliferação por mitose pode ser visualizado nas células com núcleos muito escuros e pequenos. À medida que novas células são originadas, passam para as camadas mais superficiais, num processo chamado de migração ascendente. Esse processo termina quando o queratinócito se torna maduro e é descamado na superfície da pele. Ainda podemos visualizar nos queratinócitos do estrato basal uma quantidade variável do pigmento que confere a coloração da pele, a melanina, produzida pelos melanócitos, que varia de um tom de castanho claro até o mais escuro. Desmossomos unem uma célula basal à outra e hemidesmossomos as unem à lâmina basal.

ESTRATO BASAL - PELE ESPESSA - 400x

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EPIDERME
QUERATINÓCITO
ESTRATO BASAL
QUERATINÓCITO CONTENDO GRÂNULOS DE MELANINA
QUERATINÓCITO CONTENDO GRÂNULOS DE MELANINA
CÉLULA BASAL DO ESTRATO BASAL
DERME
MEMBRANA BASAL

ESTRATO BASAL - PELE ESPESSA - 400x

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EPIDERME
ESTRATO BASAL
CÉLULA BASAL DO ESTRATO BASAL
DERME
CAPILAR SANGUÍNEO
ESTRATO BASAL
QUERATINÓCITO CONTENDO GRÂNULOS DE MELANINA
CÉLULA BASAL EM MITOSE
CÉLULA BASAL EM MITOSE
MEMBRANA BASAL

   2. ESTRATO ESPINHOSO: nessa camada os queratinócitos são maiores que na camada basal e, assim, é possível notar à microscopia óptica a presença de prolongamentos citoplasmáticos que dão a impressão de formar espinhos ao redor dos queratinócitos. Essas células são unidas por desmossomos  que mantêm os queratinócitos próximos.

ESTRATO ESPINHOSO - PELE ESPESSA - 400x

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CÉLULA ESPINHOSA
PROLONGAMENTOS DA CÉLULA ESPINHOSA

   3. ESTRATO GRANULOSO: a espessura dessa camada varia de um a três queratinócitos. À luz da microscopia, é possível notar a presença de grânulos contendo querato-hialina, os quais são precursores da formação da queratina (cistina e histidina, que são precursoras da proteína filagrina, que agrega os filamentos de queratina) e conferem o nome dessa camada. Os grânulos são basofílicos e facilmente identificados em preparações de rotina.

ESTRATO GRANULOSO - PELE ESPESSA - 400x

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ESTRATO GRANULOSO
CÉLULA GRANULOSA
GRÂNULOS DE QUERATO-HIALINA DA CÉLULA GRANULOSA

   4. ESTRATO LÚCIDO: geralmente só é bem visualizado na pele grossa, é uma subdivisão do estrato córneo, a camada mais superficial, sendo o local em que a queratinização está muito avançada e o núcleo e as organelas dos queratinócitos sofrem ruptura, haja vista que eles se tornam desidratados e recebem menos nutrientes, dando lugar à queratina.

ESTRATO LÚCIDO - PELE ESPESSA - 400x

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GRÂNULOS DE QUERATO-HIALINA DA CÉLULA GRANULOSA
CÉLULA GRANULOSA
RESÍDUOS DE ORGANELAS E NÚCLEO DAS CÉLULAS​ LÚCIDAS
RESÍDUOS DE ORGANELAS E NÚCLEO DAS CÉLULAS​ LÚCIDAS
CÉLULA DA CAMADA LÚCIDA

   5. ESTRATO CÓRNEO: a camada mais superficial da epiderme é formada por células pavimentosas anucleadas preenchidas por queratina. Geralmente é bem visível a transição do estrato granuloso para o estrato córneo. A queratina combinada com os lipídeos das membranas plasmáticas mais espessas dos queratinócitos, formam uma barreira hídrica, o que dificulta a desidratação da pele. O estrato córneo tem uma espessura variável, sendo mais grosso na pele espessa e pode aumentar ainda mais a quantidade de queratina (cornificação) em locais de atrito excessivo, formando os calos.

 

ESTRATO CÓRNEO - PELE ESPESSA - 400x

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CÉLULA DA CAMADA CÓRNEA
CÉLULA DA CAMADA CÓRNEA
CÉLULA DA CAMADA CÓRNEA
QUERATINA
       1.1.1. Células da epiderme

       Existem quatro tipos celulares na epiderme:

  • QUERATINÓCITOS: são células epiteliais superespecializadas, sendo 85% de todos os tipos celulares da epiderme. Eles possuem funções importantes para manter a homeostasia corporal como a formação da queratina e da barreira hídrica epidérmica.

  • MELANÓCITOS: estão localizados principalmente no estrato basal e produzem e secretam melanina. A melanina é uma proteína importante na proteção do corpo contra a irradiação ultravioleta não ionizante, além de conferir pigmentação à pele (é difícil diferenciar um melanócito de um queratinócito do estrato basal).

  • CÉLULAS DE LANGERHANS: são células imunológicas apresentadoras de antígenos presentes em toda a pele. Elas são células fagocíticas que protegem o tegumento da entrada de patógenos e apresentam tais antígenos ao sistema imune iniciando, se necessário, um processo inflamatório.

  • CÉLULAS DE MERKEL: essas células epidérmicas estão localizadas no estrato basal e, quando combinadas a um neurônio, são chamados de corpúsculos de Merkel, o qual é um mecanorreceptor responsável pela sensibilidade tátil (são de difícil visualização no microscópio óptico).

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CAMADAS DA EPIDERME - MODELO DE PELE FINA

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**Na pele fina o estrato lúcido é de difícil visualização ou está ausente.

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EPIDERME
HIPODERME
DERME
ESTRATO CÓRNEO
ESTRATO GRANULOSO
ESTRATO BASAL
ESTRATO ESPINHOSO
       1.2. Derme

      É uma camada formada principalmente por tecido conjuntivo propriamente dito. Ela está firmemente unida à epiderme (junção dermoepidérmica) por hemidesmossomos. Além disso, sua parte mais superficial está organizada em forma de projeções digitiformes (forma de dedos) chamadas de papilas dérmicas, as quais impedem a saída (descamação) da epiderme quando há estresse mecânico excessivo.

     Histologicamente, a derme pode ser dividida em duas camadas:

  • CAMADA PAPILAR: consiste em tecido conjuntivo frouxo localizado logo abaixo da epiderme, formando as papilas dérmicas. Ainda, é uma camada muito celularizada e que possui poucas fibras colágenas (tipos I e III), as quais são menos espessas do que as fibras da camada mais profunda a ela. Os seus vasos sanguíneos suprem também a epiderme, sem penetrar nessa camada.

  • CAMADA RETICULAR: consiste em tecido conjuntivo denso não modelado com poucas células em sua matriz. As fibras colágenas (tipo I) são mais espessas e estão dispostas de forma aleatória, o que protege a pele da tração excessiva sem que ela perca a sua elasticidade.

DERME - PELE FINA - 40x

pele fina pelo gl sebacea 40x.jpg

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DERME
EPIDERME
DERME - CAMADA RETICULAR
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA

DERME - PELE FINA - 100x

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DERME
DERME - CAMADA RETICULAR
EPIDERME
DERME - CAMADA PAPILAR
CAPILAR SANGUÍNEO

DERME; CAMADA PAPILAR

- PELE FINA - 400x

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EPIDERME
PAPILA DÉRMICA
QUERATINÓCITOS CONTENDO GRÂNULOS DE MELANINA
QUERATINÓCITOS CONTENDO GRÂNULOS DE MELANINA
FIBROBLASTO
ERITRÓCITOS (HEMÁCIAS)
CAPILAR SANGUÍNEO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO FROUXO

DERME; CAMADA RETICULAR

- PELE FINA - 400x

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CAPILAR SANGUÍNEO
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO

CAMADAS DA DERME - MODELO DE PELE FINA

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PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
CAPILAR SANGUÍNEO
DERME - CAMADA PAPILAR
DERME - CAMADA RETICULAR
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA

CAMADAS DA DERME - MODELO DE PELE FINA

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VÍDEO EM 360° DO MODELO DE PELE FINA

PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA
EPIDERME
DERME - CAMADA PAPILAR
DERME - CAMADA RETICULAR
DERME
       1.3. Hipoderme

     Não é considerada uma camada da pele, mas sim uma fáscia subcutânea abaixo da derme reticular. Essa camada é rica em tecido adiposo, formado por adipócitos ou células adiposas uniloculares. Assim, é uma camada capaz de armazenar triglicerídeos utilizados posteriormente na formação de moléculas de energia (ATP), além de fornecer isolamento térmico. Assim como a derme, a hipoderme é bem vascularizada.

HIPODERME - PELE ESPESSA - 400x

pele grossa tec adiposo 100x.jpg

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HIPODERME
DERME - CAMADA RETICULAR
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
BAINHA CONJUNTIVA DO FOLÍCULO

HIPODERME - MODELO DE PELE FINA

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EPIDERME
DERME
HIPODERME
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
SEPTO DE TECIDO CONJUNTIVO
2. ANEXOS DA PELE

     Os anexos da pele, tambem conhecidos como anexos epidérmicos da pele derivam da invaginação da epiderme para as camadas mais profundas que crescem durante o desenvolvimento do corpo humano. São eles: folículos pilosos, glândulas sebáceas, glândulas sudoríparas écrinas e apócrinas e as unhas.

       2.1. Folículos Pilosos

        Os folículos pilosos estão presentes por quase todo o corpo, exceto nas regiões de pele espessa. Cada folículo representa uma invaginação do epitélio epidérmico formando um pelo em seu interior. Além disso, pode ser dividido em quatro regiões: infundíbulo; istmo; saliência folicular; segmento inferior.

  • INFUNDÍBULO: é a parte que se estende da abertura do folículo na superfície da epiderme até o nível de abertura de sua glândula sebácea.  Ele faz parte do canal pilossebáceo, que é usado como via para a secreção do sebo das glândulas sebáceas.

  • ISTMO: é a parte do folículo que se estende do infundíbulo até o nível de inserção do músculo eretor do pelo.

  • SALIÊNCIA FOLICULAR: forma uma protrusão a partir do folículo piloso próximo da inserção do músculo eretor do pelo. Além disso, contém células-tronco epidérmicas.

  • SEGMENTO INFERIOR: parte inferior a saliência folicular que possui um diâmetro uniforme, exceto na sua base onde forma uma saliência, o BULBO PILOSO. O bulbo é invaginado por tecido conjuntivo frouxo vascularizado, também denominado papila dérmica.

 

      O bulbo piloso possui em sua base células mitoticamente ativas coletivamente chamadas de matriz do pelo, a qual é formada por células da matriz. Essas células são responsáveis pela produção do pelo e da sua bainha radicular interna (conjuntiva do pelo, responsável pela produção de queratina). Nessa região do bulbo também é possível notar melanócitos dispersos entre as células germinativas. A bainha radicular interna é formada por 3 camadas que circundam a parte profunda do pelo. Partindo da camada mais externa, são elas:

  • CAMADA DE HENLE: camada única de células cuboides que mantém contato direto com a bainha radicular externa (invaginação da epiderme).

  • CAMADA DE HUXLEY: camada simples ou dupla de células pavimentosas que forma a placa média da bainha radicular interna.

  • CUTÍCULA DA BAINHA RADICULAR INTERNA: camada de células pavimentosas que tem a superfície livre voltada para a haste do pelo.

 

     O folículo piloso mantém contato com uma lâmina basal espessa, denominada membrana vítrea, o qual separa o folículo da derme. Ademais, o folículo é circundado por tecido conjuntivo denso não modelado. O músculo eretor do pelo, formado por músculo liso, é inervado pelo sistema nervoso autônomo e seus nervos estão inseridos próximos a saliência folicular. A contração desse músculo auxilia na excreção das glândulas associadas ao folículo piloso, além, de como a própria nomenclatura descreve, promover a ereção do pelo ("arrepio").

    Os pelos são projeções alongadas gerados a partir dos folículos pilosos. Histologicamente, ele pode ser divido em 3 camadas:

  • MEDULA: é a parte central da haste e contém uma coluna de células grandes queratinizadas frouxamente conectadas contendo queratina mole. É importante salientar que a medula está presente somente nos pelos espessos.

  • CÓRTEX: é a camada mais desenvolvida e responde por aproximadamente 80% da massa total do pelo. Ainda, ele determina a textura, a elasticidade e a cor do pelo. A coloração do pelo advém do pigmento de melanina produzido pelos melanócitos presentes na camada germinativa do bulbo.

  • CUTÍCULA DA HASTE DO PELO: é a camada mais externa do pelo, formada por várias camadas de células pavimentosas. Ela protege o pelo de lesão física e química e determina a sua porosidade.

BAINHA RADICULAR INTERNA
BAINHA RADICULAR INTERNA

FOLÍCULO PILOSO - MODELO DE PELE FINA

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HASTE DO PELO - MODELOS DE PELE FINA

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EPIDERME
DERME
HIPODERME
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
ADIPÓCITO - CÉLULA DE GORDURA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
GLÂNDULA SEBÁCEA
BULBO PILOSO
GLÂNDULA SEBÁCEA
SEGMENTO INFERIOR
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
SALIÊNCIA FOLICULAR
ISTIMO DO FOLÍCULO PILOSO
MÚSCULO ERETO DO PELO
CANAL PILOSSEBÁCEO
INFUNDÍBULO DO FOLICULO PILOSO
RAIZ OU MATRIZ DO PELO
VASOS SANGUÍNEOS DA PAPILA DÉRMICA
PAPILA DÉRMICA DO BULBO PILOSO
MÚSCULO ERETO DO PELO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
MEMBRANA VÍTREA
BAINHA RADICULAR INTERNA
BAINHA RADICULAR EXTERNA
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
CÓRTEX DO PELO
MEDULA DO PELO
HASTE DO PELO
MÚSCULO ERETO DO PELO
MEMBRANA VÍTREA
BAINHA RADICULAR EXTERNA
BAINHA RADICULAR INTERNA
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
MEMBRANA VÍTREA
BAINHA CONJUNTIVA DO FOLÍCULO
BULBO PILOSO
INERVAÇÃO AUTONÔMICA
HASTE DO PELO
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
CÓRTEX DO PELO
MEDULA DO PELO
BULBO PILOSO
PAPILA DÉRMICA DO BULBO PILOSO

FOLÍCULO PILOSO - PELE FINA - 40x

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EPIDERME
INFUNDÍBULO DO FOLICULO PILOSO
DERME
BAINHA RADICULAR INTERNA
BAINHA RADICULAR EXTERNA
SALIÊNCIA FOLICULAR
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
CANAL PILOSSEBÁCEO
GLÂNDULA SEBÁCEA

FOLÍCULO PILOSO - PELE FINA - 100x

pele fina pelo bulbo 40x.jpg
BAINHA RADICULAR INTERNA
BAINHA RADICULAR EXTERNA
MEDULA DO PELO
CÓRTEX DO PELO
CUTÍCULA DA HASTE DO PELO
FIBRAS COLÁGENAS DO TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; CORTE TRANSVERSAL; PORÇÃO SECRETORA
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
PAPILA DÉRMICA DO BULBO PILOSO
BULBO PILOSO
RAIZ OU MATRIZ DO PELO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; CORTE TRANSVERSAL; PORÇÃO SECRETORA
BAINHA CONJUNTIVA DO FOLÍCULO
       2.2. Glândulas Sebáceas

     As glândulas sebáceas são formadas a partir da evaginação da bainha externa da raiz do folículo piloso. Elas são responsáveis pela produção de uma secreção de caráter lipídico, o sebo. Assim, as células produtoras do sebo produzem e armazenam a sua secreção e, por fim, sofrem morte programada (apoptose), caracterizando essa glândula como glândula holócrina. Por fim, os restos celulares mais o sebo são descarregados no ducto da glândula sebácea, o qual forma o canal pilossebáceo junto com o infundíbulo do folículo piloso.

GLÂNDULA SEBÁCEA - PELE FINA 100x

GLÂNDULA SEBÁCEA - PELE FINA 100x

BAINHA RADICULAR INTERNA
CANAL PILOSSEBÁCEO
GLÂNDULA SEBÁCEA
CAPILAR SANGUÍNEO
EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO NÃO QUERATINIZADO
 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO
 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO
GLÂNDULA SEBÁCEA
GLÂNDULA SEBÁCEA
       2.3. Glândulas Sudoríparas

       Essas glândulas podem ser classificadas com base na sua estrutura e na natureza de sua secreção. É importante destacar de antemão que alguns tipos de glândulas sudoríparas são independentes dos folículos pilosos, diferente das glândulas sebáceas que estão sempre associadas. Assim, as glândulas sudoríparas podem ser subdivididas em:

 

  • GLÂNDULAS SUDORÍPARAS ÉCRINAS: são estruturas independentes dos folículos pilosos que estão presentes em todo o corpo, exceto nos lábios e na parte externa da genitália. A sua estrutura é formada por dois segmentos: segmento secretor ou porção secretora, localizado profundamente na derme com disposição tubular espiralada simples; segmento ductal ou porção excretora, parte menos espiralada formada do epitélio estratificado cuboide, o qual leva a secreção para a superfície da epiderme. Esse tipo de glândula também funciona como um órgão excretor por liberar substâncias como cloreto de sódio, ureia, ácido úrico e amônia. Por fim, as glândulas sudoríparas estão relacionadas com a manutenção da homeostasia, regulando a temperatura corporal.

  • GLÂNDULAS SUDORÍPARAS APÓCRINAS: são estruturas tubulares com epitélio simples cúbico, tanto na porção secretora como excretora, associadas aos folículos pilosos. Elas se desenvolvem a partir da invaginação da epiderme, como os folículos pilosos descritos anteriormente. Diferente das glândulas sudoríparas écrinas, elas têm um lúmem mais largo onde armazenam seu produto secretor. A sua secreção é do tipo merócrina (apesar da nomenclatura da glândula!!!), assim, as células secretoras apenas liberam seu conteúdo por exocitose sem perder parte do citoplasma ou sofrer apoptose. O suor secretado por essas glândulas é rico em carboidratos, lipídeos e proteínas, além do conteúdo de água e eletrólitos.

 

     Os dois tipos de glândulas são circundados por células mioepiteliais, as quais possuem capacidade de contração. Isso é fundamental para a expulsão do conteúdo dessas glândulas. Por fim, as glândulas sudoríparas são inervadas pela porção simpática do sistema nervoso. Contudo, as glândulas écrinas são estimuladas por transmissores colinérgicos e as glândulas apócrinas por transmissores adrenérgicos. Essa diferença no modo de estimulação determina que: glândulas écrinas respondem ao calor e ao estresse e as glândulas apócrinas respondem a estímulos emocionais e sensoriais, mas não ao calor. Interessante, não???

GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA - PELE FINA

100x

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 TECIDO CONJUNTIVO PROPRIAMENTE DITO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; CORTE TRANSVERSAL; PORÇÃO SECRETORA

GLÂNDULA SUDORÍPARA APÓCRINA - PELE FINA

100x

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GLÂNDULA SUDORÍPARA APÓCRINA
GLÂNDULA SUDORÍPARA APÓCRINA

GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA - PELE FINA

400x

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ATENÇÃO!!!

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GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; CORTE TRANSVERSAL; PORÇÃO SECRETORA
CÉLULA MIOEPITELIAL

GLÂNDULAS - PELE ESPESSA E PELE FINA

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GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
GLÂNDULA SUDORÍPARA
GLÂNDULA SUDORÍPARA
GLÂNDULA SUDORÍPARA
GLÂNDULA SEBÁCEA
GLÂNDULA SEBÁCEA
GLÂNDULA SUDORÍPARA APÓCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
INERVAÇÃO AUTONÔMICA
INERVAÇÃO AUTONÔMICA

VÍDEO EM 360° DO MODELO DE PELE ESPESSA E PELE FINA (PARTE POSTERIOR - PELE QUEIMADA)

FOLÍCULO PILOSO - MODELO DE PELE FINA

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EPIDERME
DERME
HIPODERME
GLÂNDULA SUDORÍPARA
GLÂNDULA SUDORÍPARA
VASO SANGUÍNEO - ARTERÍOLA
VASO SANGUÍNEO - VÊNULA
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
GLÂNDULA SUDORÍPARA ÉCRINA; PORÇÃO EXCRETORA; DUCTO
       2.4. Unhas

    São placas formadas por células queratinizadas que contém queratina dura. As placas ungueais repousam sobre os leitos ungueais. A parte proximal da unha, chamada de raiz da unha, está fixada em uma prega de epiderme e cobre a região onde estão localizadas as células germinativas ou matriz da unha.

    A área branca próxima a raiz da unha, a lúnula, deve a sua coloração a camada de células parcialmente queratinizadas e opacas da matriz nessa região. Quanto mais as células se aproximam da ponta dos dedos mais ela adquire a coloração do leito vascular subjacente. A prega que recobre a raiz da unha, conhecida popularmente como cutícula, é o eponíquio. Ela também é formada por queratina dura, mas pode ser facilmente rompida por conta da sua fina espessura. Ainda, uma camada epidérmica espessada, chamada de hiponíquio, fixa a borda livre da placa ungueal à ponta do dedo.

MODELO DE UNHA

Vista superior

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 UNHA OU PLACA UNGUEAL
LÚNULA
OSSO; FALANGE DISTAL
EPONÍQUIO
EPIDERME
DERME

Vista medial de corte sagital mediano

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EPONÍQUIO
HIPONÍQUIO
RAÍZ DA UNHA
MATRIZ UNGUEAL
 UNHA OU PLACA UNGUEAL
       2.5. Receptores Sensoriais

    A pele (ou cútis) é um órgão altamente inervado, haja vista que mantém relação direta com o meio externo. Logo, é necessário que ela consiga "notar" os diversos estímulos enviados pelo exterior do corpo. Ainda, a pele é bem suprida com inervação para os vasos sanguíneos, glândulas e músculos eretores dos pelos. As suas principais terminações nervosas são:

  • TERMINAÇÕES NERVOSAS LIVRES: são desprovidas de cápsulas de tecido conjuntivo e atuam em múltiplas modalidades sensoriais, incluindo tato fino, calor, frio e dor, sem distinção morfológica aparente.

  • TERMINAÇÕES NERVOSAS ENCAPSULADAS: estão envolvidas por uma cápsula de tecido conjuntivo. São elas:

                1. CORPÚSCULOS DE PACCINI: detectam mudanças de pressão e vibrações aplicadas à superfície cutânea.

                2. CORPÚSCULOS DE MEISSNER: responsáveis pela sensibilidade ao tato fino.

                3. CORPÚSCULOS DE RUFFINI: são sensíveis ao estiramento ou tração da pele.

RECEPTORES SENSORIAIS - MODELO DE PELE FINA

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ATENÇÃO!!!

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CORPÚSCULO DE MEISSNER
CORPÚSCULO DE MEISSNER
CORPÚSCULO DE MEISSNER
CORPÚSCULO DE MEISSNER
TERMINAÇÃO NERVOSA LIVRE
TERMINAÇÃO NERVOSA LIVRE
TERMINAÇÃO NERVOSA LIVRE
CORPÚSCULO DE PACCINI
CORPÚSCULO DE RUFFINI
HASTE DO PELO

CORPÚSCULO DE PACCINI - PELE FINA - 100x

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Corte transversal

Corte longitudinal

CORPÚSCULO DE PACCINI; LAMELAS DE TECIDO CONJUNTIVO
CORPÚSCULO DE PACCINI; LAMELAS DE TECIDO CONJUNTIVO
CORPÚSCULO DE PACCINI; TERMINAÇÃO NERVOSA ÚNICA
CORPÚSCULO DE PACCINI; TERMINAÇÃO NERVOSA ÚNICA

CORPÚSCULO DE PACCINI - PELE FINA - 100x

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Corte transversal

CORPÚSCULO DE PACCINI; TERMINAÇÃO NERVOSA ÚNICA
CORPÚSCULO DE PACCINI; LAMELAS DE TECIDO CONJUNTIVO

BOM ESTUDO!!!

      Todos os textos foram cuidadosamente elaborados e/ou revisados pela Profa. Dra. Giulianna R. Borges do Laboratório Morfofuncional e Microscopia da Universidade Federal de Sergipe/Campus Lagarto e membros da LAFIC e/ou monitores. Qualquer dúvida ou sugestões nos envie um email: 

      Vídeo aulas elaboradas pelos Profs. Drs. Luciana Valente e Tiago Goes do Laboratório Morfofuncional e Microscopia da Universidade Federal de Sergipe/Campus Lagarto.

REFERÊNCIAS

  1. ROSS H; PAWLINA M. Histologia - Texto e Atlas - Em Correlação com Biologia Celular e Molecular. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2016.

  2. ROSS H; PAWLINA M. Histologia - Texto e Atlas - Em Correlação com Biologia Celular e Molecular. 7 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2019; E-BOOK.